quinta-feira, 23 de julho de 2009

Trevo de Triagem Norte

DER finaliza projeto de Acesso Norte com novos viadutos

Trevo de Triagem Norte: um projeto visto como a solução para resolver de vez o trânsito na região da Ponte do Bragueto. A obra foi orçada em R$ 80 milhões.

É rotina, na volta para casa ou na saída para o trabalho o Acesso Norte de Brasília vira um caos. Congestionamento quilométrico. “Passou das 18h o trânsito fica lento”, diz um motorista.

“Com o número de carros aumentando, a situação só tende a piorar”, enfatiza uma senhora.

O Departamento de Estradas de Rodagem (DER) já tem pronto um projeto para aliviar esse trânsito. Nas pistas circulam, por dia, 150 mil veículos. Em horários de pico, chega a mais de 70 mil carros. “Quando há um acidente, aí complica tudo”, reclama um senhor.

O novo Acesso Norte vai ter a criação de oito faixas, quatro de cada lado. Duas novas pontes vão ser construídas. Elas vão ser paralelas à Ponte do Bragueto. O motorista que vier da W3 Norte ou pelos Eixinhos, por exemplo, cai direto numa das pontes. O projeto prevê ainda sete viadutos interligando as pistas, com alças direcionando o trânsito.

“Quem for se dirigir ao Lago Norte, saindo do Eixão, na altura da 216 Norte, pega a sua direita, e vai dispor de quatro faixas exclusivas. Já pra quem vai seguir para Sobradinho, Planaltina, Formosa, fica na via expressa, não mistura com o pessoal do Lago Norte. E assim o motorista segue direto, de uma forma descomplicada”, afirma o diretor geral do DER Luiz Carlos Tanezini.

O projeto orçado em R$ 80 milhões deve ser licitado em um prazo de 90 dias. As obras, previstas para outubro, devem começar com a reforma da Ponte do Bragueto. Tudo deve ficar pronto em um ano e meio.

“A gente tem esperança que vai melhorar bastante”, opina um senhor.

Segundo o DER, com o Trevo de Triagem não há mais porque falar na outra ponte do Lago Norte. E com a construção do Shopping Iguatemi, já está pronto outro projeto para resolver o trânsito no Lago Norte. As obras orçadas em R$ 22 milhões devem começar ainda este ano.

Kenzo Machida / Salvatore Casella

6 comentários:

Rodrigo Novaes disse...

Um lindo projeto de Engenharia Rodoviária, mas uma intervenção ruim do ponto de vista urbanístico.

Hoje existe uma tendência de não criar uma ruptura no tecido urbano onde passam grandes rodovias. Não vemos essa preocupação no projeto aí exposto.

Faltam CALÇADAS. Sim, pessoas atravessam a Ponte do Bragueto a pé ou de bicicleta. Seja a população do Lago Norte para aproveitar o Eixão do Lazer, seja do Varjão para trabalhar no final da Asa Norte.

Anônimo disse...

A solução que mais atenderia aos anseios dos moradores do Lago Norte seria a construção da ponte que interligaria a península à Asa Norte, mas interesses que não são da maioria da população impedem a sua construção.
Enquanto isso vamos criando soluções faraônicas, com elevados custos e que em breve não atenderão mais a necessidade dos habitantes do Lago Norte/Varjão/Taquari/Paranoá. A impressão que tenho é que estão interessados somente na solução que atenderá os interesses do Sr. Paulo Otávio (um dos sócios do Iguatemi) e que viabilizará a obra capitalista que se está edificando.

Pedro Ivo disse...

A "interdição" da ponte durante 1 ano e meio para sua construção vai deixar o transito caótico, tendo um vista que o único acesso ao lago ser pela ponte do braguet.
BOICOTE AO TREVO!!!

Bruno Campos disse...

Certamente esta obra é necessária, mas não tira a ncessidade da 2a ponte interligando o lago norte, o plano e o setor de mansões. Concordo quee faltou a preocupação com os pedestres e ciclistas!!

chapola disse...

Por mais que se alarguem as vias e o numero de veículos continuar aumentando, não adianta NADA!! Mais importante que duplicar pistas é incentivar o uso de transportes alternativos ao carro como a criação de ciclovias e um transpote público DESCENTE, ou seja, confiável e prático. Dessa forma, as imensas filas de carros com apenas uma pessoa dentro de cada um tenderão a diminuir, já que outras opções de transportes viáveis estariam presentes. Menos poluição, menos trânsito.

Anônimo disse...

O projeto é falho urbanisticamente e vai contra uma tendencia mundial de se incentivar meios de transporte sustentáveis como o transporte público de qualidade e o transporte não motorizado. Só vemos faixas pra carros! O pior disso tudo é a forma como são feitos esses projetos: não há uma só pesquisa embasando uma obra como essa. É de matar! Os técnicos "especialistas" em transporte do GDF e do DER são uma vergonha de tanta incompetência! Quem conhece sabe.